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sábado, 17 de setembro de 2011

A seguir trechos do discurso de Cícero no Senado Romano

LEITURA REFLEXIVA
COLABORADOR DO BLOG
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Professor Cláudio Ribeiro

A seguir trechos do discurso de Cícero no Senado Romano, para Lúcio Sérgio Catilina, patrício romano, que sem escrúpulos, fomentou contra o Senado, uma conjuração, em que entravam os cidadãos mais depravados e endividados de Roma.

Essa leitura serve de reflexão para os dias atuais, para fatos que estão acontecendo em nossa querida Turiaçu.

QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA. TRECHOS: “... Que há, ó Catilina, que ainda te possa causar prazer nesta cidade, em que não há ninguém, fora desta conjuração de homens depravados, que te não tema, ninguém que te não deteste? Que nódoa de escândalos familiares não foi gravada a fogo na tua vida? Que ignomínia de vida particular não anda ligada à tua reputação?... Nem menciono a perda dos teus haveres, que tu verás todos confiscados nos próximos Idos; refiro-me a fato que dizem respeito não à infâmia pessoal dos teus vícios, não à tua penúria doméstica e à tua má fama, mas, sim, aos superiores interesses do Estado e à vida e segurança de todos nós. E agora, que vida é esta que levas? Desejo neste momento falar-te de modo que se veja que não sou movido pelo rancor, que eu te deveria ter, mas por uma compaixão que tu em nada mereces. Quem, dentre esta tão vasta assembléia, dentre todos os teus amigos e parentes, te saudou? Se isto, desde que há memória dos homens, a ninguém aconteceu, ainda esperas que te insultem com palavras, quando te encontras esmagado pela pesadíssima condenação do silêncio? E que dizes ao fato de, à tua chegada, esse lugar ter ficado ao abandono, Se os meus escravos me temessem da maneira que todos os teus concidadãos te receiam, eu, por Hércules! sentir-me-ia compelido a deixar a minha casa; e tu, a esta cidade, não pensas que é teu dever abandoná-la? E se eu me visse, ainda que injustamente, tão gravemente suspeito e detestado pelos meus concidadãos, preferiria ficar privado da sua vista a ser alvo do olhar hostil de toda a gente; e tu, apesar de reconheceres, pela consciência que tens dos teus crimes, que é justo e de há muito merecido o ódio que todos nutrem por ti, estás a hesitar em fugir da vista e da presença de todos aqueles a quem tu atinges na alma e no coração? Se teus pais te temessem e odiassem e tu não os pudesses apaziguar de modo nenhum, retirar-te-ias, penso eu, do seu olhar para outra qualquer parte. Pois agora é a Pátria, mãe comum de todos nós, que te odeia e nem respeitarás a sua autoridade, nem acatarás as suas decisões, nem te assustarás com o seu poder. Há vários anos já que nenhum crime se viu cometido senão por ti; nenhum escândalo, sem ti; só tu cometeste, sem castigo e com toda a liberdade, a opressão e saque dos nossos aliados; só tu te atreveste não só a desprezar, mas até a subverter e a infringir as leis e os tribunais. Foi para semelhante loucura que a natureza te gerou te preparou a vontade, e o destino te guardou. Tu, não só nunca desejaste o tempo de paz, mas nem sequer uma guerra que não fosse criminosa. Topaste uma corja de bandidos formada de gente perversa, enjeitada não só de toda a sorte, mas até de toda a esperança. Ah! que alegria não experimentarás, com que júbilo não hás-de exultar, com que prazer tamanho andarás em orgiástico delírio, quando, entre o número tão avultado dos teus, não conheceres nem vires um só homem de bem! Foi por afeição a tal gênero de vida que se praticaram aquelas tuas proezas de que se fala: permanecer prostrado no chão, ou para espreitar o momento azado para algum atentado contra o pudor, ou mesmo para cometer algum crime; passar as noites em claro lançando armadilhas não só ao sono dos maridos, mas também aos haveres da gente pacífica? Com estes presságios, Catilina, e para suprema salvação do Estado, para tua desgraça e ruína e para perdição daqueles que a ti se ligaram por toda a espécie de crimes, parte para essa guerra ímpia e nefanda. E tu, Júpiter, cujo culto foi estatuído por Rômulo sob os mesmos auspícios, desta cidade, tu a quem com justiça chamamos o Sustentáculo desta urbe e deste império, hás-de relegar este e os seus comparsas para longe do teu templo e dos restantes, das casas de Roma e das suas muralhas, da vida e dos haveres de toda a população; e àqueles que odeiam os homens de bem, aos inimigos da Pátria, aos salteadores da Itália, unidos entre si por um pacto criminoso e uma aliança nefanda, a esses, vivos e mortos, hás-de puni-los com suplícios eternos.” “A vaidade é um princípio de corrupção”.(Machado de Assis) Obs.: O povo de Turiaçu é inteligente e jamais admite absurdos, agressões a Democracia, principalmente quanto a liberdade de expressão, esse texto foi me enviado por um turiense que conhece também muito bem a realidade de nossa cidade; não que ele tenha medo de aparecer mais que se trata de um leitor assíduo deste nobre espaço. Prof. CLÁUDIO RIBEIRO

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