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quarta-feira, 28 de julho de 2010

UM JUIZ QUE FALA O QUE AGENTE SENTE

Nem pensava em publicar hoje neste blog, mas ao passar a vista pelo post do Jornalista Itevaldo(http://www.itevaldo.com/?p=4997) decidi ler e considerando relevante a semelhança com situações próxima, compartilho em vermelho minha fala; "Convivendo com o semelhante, chega-se à conclusão – elementar(,...)".

Assim pensando, vão armando, aprontando, achacando, extorquindo, vilipendiando – dentre outras ações igualmente nocivas.

E os outros, aos seus olhos? Bem, os outros são, para elas, uns simplórios, ingênuos, bobalhões. Espertas, inteligentes e sagazes mesmo, só elas.

Convictos, cientes de sua sagacidade sem par, os trapaceiros vão vivendo e tirando proveito das facilidades que, muitas vezes, só o exercício do poder pode proporcionar.

Inicialmente, uma sacanagenzinha aqui; uma bandalha acolá. Em princípio, timidamente, até perder, de vez, o pejo, o recato.

Agora abro um parêntese para informar que em contato nesta tarde com um ex-aliado de um prefeito da Baixada Maranhense, fui informado sobre uma negociação mal sucedida para aquisiçaõ de um posto de combustível; o posto foi um milhão de reais, informou o interlocutor, mas ao tentar receber o posto, obteve como resposta que os R$ 600 mil pago antecipado foi referente a juros do dinheiro emprestado para a campanha.

A partir de um certo momento, passam a agir às escâncaras, à vista de todos, como o faz o mais abjeto, o mais reles batedor de carteira (punguista). De tão sôfregos e mal acostumados, os trânsfugas, os desertores, os detratores da moralidade, já não se intimidam com a luz do dia. Nem a condenação que cintila nos olhos do próximo e nem mesmo a indignação moral deste arrefecem o seu ímpeto, a sua volúpia para a transgressão.

Lembrei agora, o que foi tentado de modo grosseiro contra mim na comarca de Turiaçu, três reclamaram com muita segurança e expectativas em me prejudicar, para gente de boa fé, como se a instituição através daqual tenho servido a sociedade, se resumisse numa única e exclusiva pessoa manipulável, é o que já se comentou nos bastidores, condutas estranhíssimas. Me comprem um bode!

De forma incontrolável – vorazes, sedentos, ignóbeis, desmedidos e destemidos -, chegam, enfim e inevitavelmente, à concussão, estágio mais avançado da degradação moral de um agente público.

Este texto reproduzido pelo nobre jornalista Itevaldo(http://www.itevaldo.com/?p=4997) traduz de forma fantástica a realidade da qual vem tentando mostrar neste blog.

O enriquecimento ilícito desses bandidos travestidos de autoridades, agora, é apenas uma conseqüência. E com a fortuna amealhada afloram, inelutavelmente – inicialmente à sorrelfa e, depois, sem disfarce -, o esnobismo, a jactância, o ar de superioridade. Concomitantemente e com a mesma sofreguidão, consolida-se na personalidade do calhorda, como conseqüência irrefragável, o desprezo pelas instituições e, até, (por aqueles que lhes foram úteis), máxime se não comungam de suas trapaças e se pensam e agem de maneira diametralmente oposta.

Percebeu aqui, destaco como o autor externa muito bem o meu sentimento, sobre o que tentaram forjar contra o meu trabalho?

Emocionado ao ler este artigo, senti-me contemplado pelas belas palavras do autor, um juiz, muito diferente. E por pensar em magistrado assim, é que digo, em todo lugar, há alguém do lado do bem.

Essas pessoas, os antigos diziam, são capazes de dar nó em trilho. E vão aprontando, amealhando um naco aqui, colacionando um fragmento acolá, consolidando, enfim, a fortuna material almejada, vivendo nababescamente, debochando do semelhante, jactando-se em face das transgressões que protagoniza, contudo, destituído de qualquer qualidade moral.

O final, faz agente pensar que vale a pena, vale a pena ser correto, trabalhar com dignidade.

A contumácia no transgredir, a constatação de conseguir se esquivar de qualquer ação tendente a obstar a sua ação, obnublina a sua mente, não lhe deixando perceber que o cerco vai se fechando. Quando, finalmente, acordam para a realidade, estão algemados e desmoralizados, sem condições de olhar nos olhos dos seus filhos.

Esses espertalhões são como uma infantaria, confinada numa área de conflagração à espera do momento de atacar e sobrepujar o inimigo. Cega, em face da soberba que lhes seduz a alma, confiante na vitória, na sua superioridade, em razão da convicção que sedimentou de que é mais adestrado e mais bem preparado que o inimigo, ao olhar para o céu, com aparente desdém, imagina estar vendo andorinhas e permanece inerte. Todavia, para sua surpresa, são os inimigos que se aproximam. E quando, finalmente, tentam se posicionar para o confronto, é tarde demais: são abatidos e dominados, muito mais em face de sua soberba, de sua prepotência, que em decorrência do adestramento do inimigo.

Esse artigo é um chamado à reflexão, tendo em vista que, deste meu ponto de observação, muito antes do que imaginam, os espertalhões podem ser flagrados. E, nessa hora, quando se derem conta de que não são andorinhas em evolução, mas as instâncias persecutórias do Estado fechando o cerco em sua direção, já sucumbiram diante delas, como se deu como a infantaria ofuscada pela arrogância. Aí, só resta lamentar a perda do cargo e a prisão concomitante.

Estaria o cronista sonhando? Penso que não. Não custa esperar. A ignomínia e a degradação moral não podem prevalecer sempre.

E de forma espetacular, o autor diz o que eu sempre quiz dizer: "Provarei que não sou indigno e que indigno e covarde é quem faz afirmação falsa ou aceita, calado , o tráfico de influência".


JOSE LUIZ OLIVEIRA ALMEIDA é desembargador. O texto foi publicado originariamente em seu blog http://joseluizalmeida.com/, em 25 de julho de 2010.

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