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sábado, 30 de janeiro de 2010

Delegado é o terror de Turiaçu

Na cama, Caribu no mês de janeiro de 2009, hoje conta com a solidariedade da população turiense; conta da gratidão que sente pelas visitas que tem recebido, os mantimentos para a alimentação de sua família que ficou comprometida desde que teve sua cirurgia arrebentada, nunca mais tem sido o mesmo, ele chora, ...população e autoridades do judiciário e do Ministério Público, vereadores lhe visitaram e viram a situação em que as agressões policiais lhe deixaram, ele chora.´
AFASTADO DELEGADO ACUSADO DE AGREDIR TURIENSES

A tortura usada como fonte de informação. Mesmo torturado Caribu não assumiu autoria de roubo num supermercado em Turiaçu, mas desejou morrer.

A cena remonta aos tempos da ditadura ou mesmo a um trecho do filme Tropa de Elite – em que policiais aparecem agredindo presos. Uma jovem de 18 anos que prefere não ser identificada, desistiu de denunciar, afirmou que na delegacia não lhe foi fornecido o documento que autoriza a realização do exame de corpo de delito e orientada resolveu procurar o hospital, não foi atendida. Diz ter sido agredida na delegacia de Turiaçu. O responsável pela suposta agressão física e verbal teria sido o delegado Penha. Saída já conjecturada aqui.


Um senhor que também preferiu não ser identificado trabalhador de família influente na cidade mais uma vítima do delegado – terminou na delegacia sob falsa acusação, também desistiu de denunciar, passou algumas horas. Nesse período, diz ter vivido o maior pesadelo da sua vida. Sem comprovação do flagrante, também foi liberado. A situação chamou a atenção até de presos.

Preocupado com a situação, a onda de comentários feitos pela população e do que pudesse vir a acontecer, um conceituado turiense chegou a tentar conversar com delegado sobre as reclamações de agressões físicas e verbais contra turienses, sem sucesso a única alternativa encontrada pela Secretaria de Segurança Pública, foi afastar o delegado Penha de Turiaçu.

CLAUDIOMI PIMENTEL, 50 anos de idade, o Caribu, contou que em janeiro de 2009 o delegado queria obrigá-lo assumir uma infração que lhe estava a ser imputada. Segundo ele, não mostrou resistência, estava em sua casa e mesmo diante da preocupação de sua esposa, se mostrou disponível a colaborar com a polícia, acompanhou os policiais sob alegação de que queria o delegado ter uma conversa na delegacia e no percurso até a delegacia pararam  no supermercado um dos policiais falou com o proprietário, em seguida levado para a delegacia, Caribu foi preso e torturado sem fazer nada afirmou, logo depois a verdade surgiu e não puderam mantê-lo preso "o que eu sabia", garante o espancado, "eu respondi".  Mas o delegado queria que eu confessasse e me espancou por isso". Segundo Caribu, o delegado esteve mais preocupado em obter a sua confissão do que investigar para encontrar o verdadeiro culpado pelo roubo do supermercado o que fez com que ficasse várias horas detido e tratado pior que porco. O delegado nega as acusações.

A lista de reclamações que apontam o delegado Penha de maus tratos é reforçada apenas pelos gemidos baixos daqueles que por algum motivo bem particular, não procuram as autoridades para denunciar.

Caribu foi mantido em prisão e agredido física e moralmente pelo delegado enquanto decorria o interrogatório, lhe deram tapas(telefone), chutes por todo o corpo, pauladas;  "fiquei algemado na delegacia como porco" contou Caribu. Sua operação de hérnia arrebentou. Caribu conta que após as primeiras agressões foi algemado e levado para o fundo da delegacia onde novamente foi espancado, alem de ser chutado por todo o corpo foi pisado na cara e queimado com cigarro que na segunda sessão de tortura foi assistida pelo proprietário do comércio, diante do sofrimento pediu a morte, "terminada a sessão de tortura fui apeado como porco no chão e logo depois fui levado para uma cela junto com outros presos", sensibilizados os presos lhe ajudaram a tratar das feridas lhe dando óleo de andiroba, Caribu passou a noite gritando de dor e foi liberado somente no dia seguinte e levado para o hospital e conta que não foi medicado, "me levaram de volta para a delegacia onde fui submetido a outro interrogatório e depois me levaram mais uma vez para o hospital onde fiquei internado tomando soro" Caribu chora e diz: "acabei por ficar com hematomas nos pés, no pescoço e na virilha que arrebentou a cirurgia da hérnia, já não posso mais trabalhar..." disse ele com a ajuda da esposa, que em seguida foi encaminhado para Pinheiro onde foi internado e operado da hérnia que tinha sido arrebentada pelas agressões a que foi submetido pelo delegado e seu coadjuvante.

A OAB recebeu denúncia e solicitou do Ministério Público providências para apuração e punir os responsáveis pelas práticas de abusos contra Claudiomi Pimentel. O caso está sendo Investigado pelo Ministério Público, afirmou o Promotor Francisco de Assis.
Depois do delegado, que faz o maior sucesso na cidade quem parece estar virando um pesadelo na vida dos turienses é o prefeito Costinha.


ENTREVISTA COM O CARIBU

JB - Como você foi parar na delegacia? Por que você foi preso?

Caribu -Os policiais chegaram em casa e me convidaram para ter uma conversa com o delegado na delegacia. Não entendi por que fui preso.

JB - Você conhecia os autores do roubo?

Caribu -não

JB - Quem lhe levou para a delegacia?

Caribu -Três policiais

JB - O que aconteceu com você lá?

Caribu -Fui ameaçado, humilhado, sofri tanto que desejei morrer.

JB – Quem?

Caribu -o delegado e um outro policial militar.

JB - Depois fizeram o que com você?

Caribu -fui chutado por todo o corpo, me algemaram como porco, pisaram na minha cara, fui queimado de cigarro.

JB - Quantos participaram dessa tortura?

Caribu -Lembro bem de dois.

JB - Quanto tempo durou a sessão de agressão?

Caribu -Muito tempo.

JB - O que você espera que aconteça agora?

Caribu -Que as autoridades e a justiça façam e cumpram com o seu trabalho.

Com a primeira edição dedicada ao impossibilitado Caribu, que depois do ocorrido não pode mais ser o mesmo no trabalho para manter o sustento de sua amantíssima família, na segunda quinzena de fevereiro,


JORNAL BASTIDORES na página


Folha da Baixada Maranhense

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