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domingo, 4 de outubro de 2009

‘Livro-bomba’ sobre Sarney será lançado em São Luís

REAÇÃO AO BOICOTE DAS LIVRARIAS
JP publica hoje trechos do 'capítulo rosa-choque' de 'Honoráveis Bandidos', que tem como personagens Roseana Sarney, seu mordomo 'Secreta' e um colunista social do 'Sistema'
POR OSWALDO VIVIANI
O jornalista e escritor Palmério Dória afirmou na sexta-feira ao Jornal Pequeno, por telefone, que seu livro "Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney" será lançado em São Luís durante a Feira do Livro, que deve acontecer de 9 a 19 deste mês, na Praça Maria Aragão. O evento em São Luís representa uma reação ao boicote que a obra vem sofrendo por parte das livrarias ludovicences, que – mais de uma semana depois de seu lançamento, em São Paulo – ainda não disponibilizam o livro.
Na conversa com o JP, Palmério Dória disse que já sabia do boicote das livrarias. Ele afirmou que isso não o surpreende, pois quando foi lançado um outro livro seu, igualmente tratando das falcatruas da família Sarney – "A candidata que virou picolé" –, a obra foi quase integralmente comprada nos pontos de venda de São Luís por pessoas agindo a mando de gente do clã.

PH destratou Chico Anysio e recebeu troco em show no teatro Arthur Azevedo

Enquanto "Honoráveis Bandidos" não chega às livrarias da capital maranhense, o JP oferece hoje a seus leitores mais um "petisco" da obra: revelações sobre os notórios "faniquitos" de Roseana Sarney e trechos do capítulo chamado pelo autor de "rosa-choque", tendo como personagens destacados a onipresente Roseana, seu mordomo "Secreta" e o colunista social oficial do clã. Veja os textos.
Tão fresco que é 'phresco'
Assim como há homens fêmeos, há mulheres machas. Mas que pensamento esquisito surge na cabeça do senador Sarney naquele 2 de fevereiro de 2009, de braço dado com o também recém-eleito presidente da Câmara, Michel Temer, com seu talhe de mordomo de filme de terror. Não sabe igualmente por que nessas horas cruciais lhe vêm as lembranças de figuras femininas marcantes na sua vida. Neste livro, que ele não autoriza como sua biografia, um quinto se dedica a mulheres. Ou homens fêmeos.
Chegando ao Maranhão, o colunista aposentado era implacável. Falamos de Reinaldo Loyo, amazonense que se fez no Rio de Janeiro, decano dos colunistas sociais, imenso no tamanho, na mordacidade e na alegria de viver. Segundo Reinaldo, Sarney é dono do estado, da televisão, do jornal e do colunista social: Pergentino Holanda, uma das coisas mais loucas que eu já vi na vida. O PH.
Pergentino Holanda é aquela figurinha carimbada. Não se trata daqueles que fazem mal aos outros, mas, seguramente, faz muito bem a si próprio. Desfila pelas velhas e estreitas ruas da ilha de São Luís ao volante de uma reluzente Mercedes-Benz último tipo, vindo de uma cinematográfica propriedade nos arredores da ilha. PH faz e desfaz no society maranhense. Aos domingos, em O Estado do Maranhão, assina um caderno, onde seu monograma é contornado por uma estrela dourada. Estrela das grandes, cintilante. PH, saibam todos, depois de Roseana, é a maior estrela do Maranhão.
Seus aniversários são bancados por amigos generosos. Um banca a bebida; outro, o bufê; algum deslumbrado manda imprimir os convites na nec plus ultra tipografia Paul Nathan, do Rio; outro maceteia as passagens de alguma empresa aérea e o PH traz seus convidados do sul. Todo mundo de gala e suando em bicas. Igualzinho Manaus, um calor das trevas dos infernos e a canalhada toda tomando o champanha que o Edemar Cid Ferreira, aquele do Banco Santos, pagou superfaturado, e o pessoal se achando o máximo. Mas o PH virou um grande lobista. Ganha os tubos. Se abrirem uma caixa-preta, não tem como justificar a imensa riqueza. São raros os colunistas que passam pelo imposto de renda. Nem eu!
O genial humorista da televisão Chico Anysio, sentindo-se atingido por uma nota malvada publicada por PH em sua coluna, não perdoou. No belo teatro Arthur Azevedo, no centro histórico de São Luís, gente saindo pelo ladrão, dá um show de humor e competência. Aplaudido de pé, sorridente e simpático, pede silêncio ao público e carimba, impiedoso, o seu detrator, com essa tirada de Escolinha do Professor Raimundo:
"Ah, eu me esqueci! O Maranhão é o único lugar do mundo onde se escreve fresco com PH."             
("Honoráveis Bandidos", páginas 69 e 70)
ROSEANA, PITIS E FANIQUITOS
Em 2001, sob o governo Roseana, Ana Jansen [Ana Joaquina Jansen Pereira Leite, mulher de espírito truculento, chamada de "rainha do Maranhão", que exerceu grande poder no estado de 1820 a 1860] deu nome a uma lagoa entre a Ponta d'Areia e o bairro São Francisco. Inaugurada em 30 de dezembro, com festa, discurso e foguetório, o Parque Ambiental da Lagoa da Jansen, em São Luís, não resistiu à primeira chuva, duas semanas depois.
Tendo custado R$ 70 milhões, enviados pelo mano Zequinha, então ministro do Meio Ambiente de Fernando Henrique Cardoso, o lago artificial, de pouco mais de um metro de fundura, transbordou, invadiu condomínios de classe média alta e casebres paupérrimos em volta.

Roseana, a preferida do papai: raivosa

Dejetos de matéria vegetal não retirada desmoralizaram o que Roseana havia chamado dias antes de "a nossa lagoa Rodrigo de Freitas", comparação que também era um despautério, pois a carioca Rodrigo de Freitas volta e meia amanhecia cheia de peixes podres. A despoluição da lagoa da Jansen, item mais caro do dinheiro gasto, simplesmente não foi feita.
Deu no jornal:
Governo Roseana desviou milhões na recuperação da Lagoa da Jansen (Jornal Pequeno, São Luís, 24 de julho de 2005).
O DNA de Roseana não nega. Quando o pai se tornou governador, lá em 1966, ela estava com 12 anos e vivia no Rio de Janeiro. Sua volta à província prenunciou o que a vida lhe reservava no Maranhão. Declaradamente a preferida do pai, mimada, cercada de atenções e de carinho, isso talvez ajude a explicar uma faceta de sua personalidade.
Ela é mandona, temperamental, e protagoniza memoráveis escândalos e faniquitos, comentados à meia voz na alta roda de sua terra. Dois exemplos: o caso do "PMDB erecto" e o caso da porta blindex do irmão Zequinha.
("Honoráveis Bandidos", páginas 75 e 76)
SECRETA, O REBOLATIVO,  LEVA MAIS CAL À PÁ
Seu nome é Amaury de Jesus Machado, mas pode chamá-lo de "Secreta" que ele gosta – é a forma abreviada de secretário. Aos 51 anos, funcionário do Senado, Secreta mora na cidade-satélite do Guará, onde dispõe de um plantel de garotões musculosos e amestrados.
Na campanha eleitoral de 1998, quando Marcelo Amaral, filho do colunista social Gilberto Amaral, candidatou-se a deputado, Secreta tomou-lhe um dinheiro para fazer uma festa em estilo quermesse, apresentá-lo e arrumar votos.
O pessoal da campanha chegou, apareceram uns garotões tratados a pão-de-ló, aquilo não ia render nem meia dúzia de votos.

'Secreta': 'faz-tudo' do clã
pago pelo Senado

O chefe da campanha me contou que, em vésperas do pleito, após tomar muita grana, Secreta ainda apresentou mais uma despesa absurda. Não pagaram, rolou um estresse e ele se deu por liberado para atacar outro candidato.
A rebolativa figura anda cheia de jóias de ouro, colares, pulseiras. Goza de absoluta confiança de Roseana e de toda a família Sarney. Faz o estilo "cunhã". Mas chamar de mordomo fica mais chique.
Secreta recebe do Senado como "assessor de gabinete", mas trabalha na casa de Roseana. Os repórteres Rosa Costa e Rodrigo Rangel começam assim seu despacho da capital federal para o jornal O Estado de S. Paulo, publicado em 20 de junho de 2009:
"O Congresso abriga mais um exemplo ilustrativo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, é um servidor pago pelo Senado. Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília."
Secreta, explicavam os repórteres, é "uma espécie de faz-tudo, quase um agregado da família", encarregado de serviços de copa e cozinha, organizador de recepções. Os jornalistas do "Estadão" ligaram para a casa que a ex-senadora e atual governadora maranhense mantém em Brasília. Um empregado informou que o servidor público Amaury, o Secreta, se encontrava em São Paulo fazia dez dias, acompanhando Roseana. Ela havia passado por uma anunciada cirurgia para retirar um aneurisma. Os repórteres confirmaram as funções particulares de Secreta com funcionários da família Sarney e, pelo telefone, ouviram Roseana declarar:
"Ele é meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Ele vai à casa quando preciso, umas duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E lá até ganha bem."
Grande, Secreta. Chegou a filiar-se ao PFL, quando a "madrinha" estava neste partido, herdeiro da Arena da ditadura. Trabalhou até no Palácio da Alvorada quando Sarney era presidente (1985-1990). Na época promoveu uma festinha com dois garotos na mansão do Calhau, em São Luís, que ele tinha ido arrumar para uma ida do então presidente. Os rapazes aproveitaram para amarrar Secreta e roubar a mansão. Coisas da vida.
Colegas de função acreditam que ele ganha entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, mas pode ser mais. Com tantos atos secretos, e o sujeito ainda se chama Amaury, o Secreta. Um amigo do Senado me diz que ele ganha muito para poder bancar pequenas despesas de emergência da família. É um lambaio de luxo.
Anotaram os repórteres do "Estadão" que, mesmo que Roseana ainda estivesse exercendo o mandato de senadora, "não poderia ter um servidor como empregado doméstico".
Não bastava o senador manter com dinheiro público o neto, a mãe do neto, sobrinhas – a parentalha. E aparece um bichinho de estimação de Roseana, o Secreta. O velho coronel tinha a sensação de que mãozinhas invisíveis punham mais um punhadinho de cal na pá.
("Honoráveis Bandidos", páginas 71 e 72)
O PMDB ERECTO
Vizinha do pai na Praia do Calhau, vizinha do pai no Planalto: Roseana tinha gabinete montado pertinho do pai presidente da República. Comportava-se como se estivesse na própria casa.
Bocuda. E desbocada. Mal chegando às bordas do poder federal, ela presenciou o encontro em que o deputado Cid Carvalho, seu conterrâneo, pediu a Sarney apoio para o PMDB nas eleições de 1985. Cid foi enfático:
"Presidente, ao senhor interessa o PMDB erecto!"
Cid voltou o Planalto, semanas depois, desenxabido com o fracasso de seu candidato, que não passou do quarto lugar, com apenas dez mil votos. Roseana levantou o braço, de punho fechado, em posição fálica:
"Então, Cid? Cadê o PMDB erecto?"
Baixou o cotovelo e o balançou, em gesto obsceno:
"Broxou?"
("Honoráveis Bandidos", página 28)
A PORTA BLINDEX DO ZEQUINHA
Nem preferido da mãe, nem preferido do pai, José Sarney Filho, o Zequinha, filho do meio, é pesado de carregar. Foi ministro do Meio Ambiente de Fernando Henrique Cardoso, e mais nada.
Seu grande feito foi transferir para o seu Maranhão, então governado pela irmã, nada menos que 80 por cento das verbas de sua pasta – e Roseana achou pouco.
Quando viu que não vinha mais nada, e que o irmão, três anos mais moço, estava fugindo dela, foi até a casa dele, pegou do jardim uma pedra e atirou-a contra a porta de vidro blindex da entrada, que se espatifou. Raivosa mesmo.
("Honoráveis Bandidos", página 30)

Informações do Jornal Pequeno



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